Sim, eu vivo minha vida no extremo.
Quando faço alguma coisa é sempre exagerada, extremamente desproporcional.
Eu quase não faço merda mas quando faço vale por um ano inteiro fazendo merda em uma só.
Quando arrumo problema, geralmente é um problema muito grande. E quando resolvo, parece que resolvi da noite para o dia.
Quando conto uma história, sempre é exagerada. Quando eu gosto de uma pessoa eu gosto ao extremo.
Não costumo guardar mágoas nem raiva de ninguém, também de forma exagerada a ponto de ser pisado e perdoar assim mesmo.
As vezes me sinto ofendido com simples ações ou palavras que a princípio não tinham essas intenções.
Tem pessoas que ficam com uma raiva de mim a ponto de quase querer me matar, e outras gostam muito de mim a ponto de se arriscar.
Sempre faço demais ou não faço nada. Tem coisa que aprendo rápido demais, e tem coisa que demoro demais a aprender.
Quando peço desculpas faço drama. Quando reclamo, parece que vou matar alguém.
Quando dou uma opinião, ou falo coisas nada a ver, ou muito profundo no assunto.
Nos meus dias, ou eu estou muito triste ou estou muito feliz. Ambos acabo me exaltando e fazendo alguma coisa extremamente legal ou ruim.
Quando desapareço, parece que nunca mais a pessoa vai me ver.
Quando apareço, parece que voltei pra ficar.
Quando faço alguma coisa arriscada, as vezes arrisco a minha vida.
Quando é tudo ou nada eu não temo em perder e arrisco assim mesmo.
Já suportei dores e situações absurdas. já passei por coisas que minha família e amigos irão lembrar para o resto da vida.
As vezes eu surpreendo, as vezes as pessoas se desiludem comigo por esperar que eu faça uma coisa que eu não fiz.
Desistir, não faz parte do meu cotidiano. Apenas pareço desistir mas apenas parei para rever as estratégias.
E logo eu volto com outra totalmente diferente e as coisas mudam da água para o vinho.
O equilíbrio é algo que foge de mim.
E assim vivo uma vida com riscos e emoções ao extremo.