Sinto tristeza pela perda de um amigo.
Seja uma pessoa ou um bichinho de estimação.
Um dia todos nós iremos embora.
Um dia nos reencontraremos.
Neste vasto universo cheio de estrelas.
Posso olhar para o céu e verei o infinito.
Um dia nos reencontraremos talvez daqui a bilhões de anos.
A trilhões de anos luz daqui.
Em meio a essa dança complexa e perfeita das estrelas.
Das galáxias, cheias de cores e possibilidades.
Coisas que são tão belas que desde pequenas coisas como uma gota d'água na cachoeira a grandes constelações que mexem com a nossa imaginação.
Um dia todos nos veremos novamente talvez até no mesmo lugar.
Sofreremos e sorriremos juntos novamente.
Iremos brigar, amar e aprender juntos como crianças novamente.
Talvez não em carne, talvez não seres humanos.
O universo é infinito, e as possibilidades também.
A saudade, um sentimento de falta, de querer rever aquela pessoa.
O sofrimento de uma perda de um grande amigo, que pode ser seu parente agora, e poderá ser apenas seu amigo no próximo encontro.
O sofrimento da perda da vida, saber que talvez só iremos nos encontrar daqui a bilhões de anos. Um tempo que para o universo não é nada, mas para nós parece uma eternidade.
O big bang e o big crunch como o pulsar de um coração no universo.
Somos uma pequena consciência em meio a esse pequeno tempo.
Um grão de areia em meio a uma praia seria tudo que conhecemos.
Tudo que amamos e odiamos. Todo prazer e dor que sentimos.
Nos encontraremos um dia talvez em outro grão de areia.
Meu amigo. Não se esqueça de mim. Neste bilhões de anos.
Nem a minha aparência e nem o meu jeito vão ser os mesmos.
Mas um sentimento de que encontrou um velho e grande amigo, aparecerá logo, no primeiro olhar, no primeiro aperto de mão.
Histórias de uma nova vida serão contadas, e nem se lembraremos de que um dia estivemos juntos falando sobre isto.
O nosso reencontro, por intermédio de um ser divino ou não.
Não tenho certeza de nada, apesar de acreditar e sentir.
Mas tenho uma certeza que depois dessa vida não será o fim.
E um dia, irei contar uma história para os meus filhos,
de que um amigo passou pela minha vida e que meus filhos não tiveram
oportunidade de conhece-lo nesta vida.
Conto-lhes como foi o pouco tempo que tive com essa pessoa.
Conto-lhes que esse amigo se foi antes que eu pudesse lhe dar um abraço de despedida.
Antes que eu pudesse contar pra ele sobre aquele fim de semana.
Agora ele pode estar passeando pelas estrelas, perdido em meio ao infinito, pode estar ao meu lado lendo o que eu escrevo, ou esperando apenas em um sono profundo pelo nosso reencontro.
Agora eu só olho para as estrelas a noite, lembro-me dele e digo:
Até a próxima meu querido amigo.
Escrito por Wesley Sieiro Takatsu de Araujo.
15/02/2014
15/02/2014

